domingo, 13 de junho de 2010

Os Hooligans do Esporte

Por causa dos hooligans, cidades tais como Cagliari e Turim viveram sob estado de sítio em toda a primeira fase do campeonato. Eis algumas das manchetes de jornais: “Rimini Abalada Pela Guerra”; “Cagliari, Irrompe a Guerra”; “Violência em Turim: Esfaqueado um Alemão e um Britânico”; “Um Dia de Motins Entre Torcedores Ingleses, Alemães e Italianos”; “Salvem-nos dos Torcedores Ingleses — O Prefeito de Turim Lança um Apelo”; “Noites de Choques Entre Extremistas. O Prefeito: Os de Turim São os Verdadeiros Hooligans.” Eis outro exemplo de gelar a espinha: “‘Como Esfaquear um Torcedor Oponente’ — Publicado na Inglaterra, o Manual do Perfeito Hooligan.” Estas manchetes bastam para dar um quadro geral da situação. Mas estas coisas são apenas um produto natural de uma sociedade que se alimenta de violência.
O grande evento esportivo não terminou com uma nota feliz. As vaias dos torcedores italianos dirigidas à seleção argentina e a seu campeão, Maradona, por terem eliminado a seleção italiana, ofuscaram a alegria da finalíssima, e estragaram a última partida. Nessa noite de julho não houve nenhuma “grande fraternidade esportiva” no Estádio Olímpico; o “templo” da Copa do Mundo foi profanado. O jornal Il Tempo, de 10 de julho de 1990, comentou: “Lá no gramado, eles afrontaram o jogo — nas arquibancadas, eles macularam o esporte.”
Um triste final para um acontecimento que alguns esperavam que tornasse o mundo uma “aldeia global”, sem fronteiras, pelo menos por 30 dias. Mas, se o futebol não consegue sequer estabelecer a paz e a harmonia no campo e fora dele, será realístico imaginar que possa influenciar a paz mundial?

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