terça-feira, 25 de maio de 2010

Surge um Novo Ídolo




Jamais esquecerei um jogo contra o Santos, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Já estávamos bem avançados no segundo tempo e a partida estava empatada. A nossa classificação para as finais do campeonato dependia desse jogo. Daí, que horror! Sofremos uma penalidade máxima! Esta penalidade praticamente decidiria o jogo, e quem foi escolhido para cobrá-la? Pelé, o mundialmente famoso “rei do futebol”! Os 60.000 torcedores no Estádio e os milhões de outros que escutavam o jogo pelo rádio prendiam a respiração, enquanto encarávamos um ao outro.

Ao observar Pelé, lembrei-me de que ele costumava dar uma quase imperceptível ‘paradinha’ antes de chutar a bola, na tentativa de deslocar o goleiro, fazendo-o pular para o canto oposto de onde planejava chutar a bola. De modo que fiquei parado e só pulei depois que ele chutou a bola — e agarreia-a! Foi um pandemônio! Em toda a cidade milhares de torcedores que ouviam o jogo pelo rádio saíram às ruas para comemorar, soltando fogos. O jogo terminou empatado e saí do campo carregado nos ombros dos torcedores. Nascia um novo ídolo!

Em meio a toda a euforia que se seguiu, lembro-me das palavras sábias do experiente Gilmar, goleiro da seleção, que me mandou um recado pelo rádio: “Heitor, não se iluda. As flores de hoje poderão ser pedras de amanhã!”

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