“Experimento qualquer coisa que me deixe apavorado”, diz o jovem Norbert. “Gosto de todos os esportes — beisebol, basquete —, mas fiquei apavorado quando saltei duma ponte! É incrível!” O jovem Douglas concorda. “Os esportes comuns são legais, mas são previsíveis”, diz ele. “A gente está sempre restrito. Gosto da sensação de estar caindo. E a velocidade . . . A gente nunca tem essa sensação em outros esportes.”
Os esportes radicais vão além de desafiar sua capacidade atlética; eles o põem face a face com a morte! Os praticantes parecem gostar da euforia causada pela descarga de adrenalina. Alguns especialistas dizem que certas pessoas estão geneticamente programadas para ser do tipo que procura emoções. No entanto, a maioria dos jovens se envolve em algum tipo de atividade de risco; é seu jeito de testar limites e criar autoconfiança.
Infelizmente, os jovens nem sempre usam de bom critério nisso. “A beleza dos jovens é o seu poder”, diz Provérbios 20:29. Mas alguns parecem achar que seu poder é ilimitado. O Dr. David Elkind diz que os adolescentes muitas vezes acham que “são especiais e inigualáveis — que estão isentos das leis de probabilidades que atingem os outros. O que mais contribui para os adolescentes decidirem arriscar-se é acharem que são especiais, que estão envoltos num manto de invulnerabilidade”. O Dr. Robert Butterworth diz algo semelhante: “Quando você faz uma coisa como pára-quedismo acrobático, isso lhe dá a sensação de desafiar as probabilidades, de controlar seu próprio destino.”
No entanto, pode ser também que motivos mais sombrios estejam por trás do desejo de arriscar-se. No seu livro Childstress! (Estresse Infantil!), a escritora Mary Susan Miller indica que muitos jovens ousados correm riscos tolos porque simplesmente não conseguem lidar com as tensões da vida. Assim, os esportes radicais talvez revelem tendências autodestrutivas ou até suicidas. “Eles deliberadamente se colocam em situações perigosas”, diz Miller, “como se desafiassem o destino, negando-lhe a oportunidade de matá-los”.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
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