segunda-feira, 26 de abril de 2010

Que Dizer do Espírito Competitivo?

Para que os jogos esportivos sejam proveitosos, em vez de prejudiciais, é importante ter a atitude correta para com a competição. “Os treinadores, os instrutores de ginástica, os pais e os próprios jovens estão tão decididos a vencer que eles se esquecem daquilo que os esportes visam”, lamentava o médico de uma equipe profissional de hóquei. A finalidade dos esportes, disse ele, deveria ser “desenvolver um trabalho de equipe e a disciplina, adquirir aptidão física e, o mais importante de tudo, divertir-se”.
Infelizmente, porém, no caso de muitos, a ênfase em vencer acabou com o divertimento. O psicólogo esportivo Bruce Ogilvie comentou: “Certa vez entrevistei rookies [jogadores do primeiro ano] de 10 das concentrações temporárias de times de beisebol das principais ligas, e 87 por cento deles disseram que desejariam nunca ter jogado beisebol na Liga Menor, porque isso tirou a alegria daquilo que, antes, era um jogo divertido.” Um problema relacionado é que a extrema competitividade contribui para o elevado número de contusões.”
A Bíblia fornece orientações, dizendo: “Não fiquemos egotistas, atiçando competição entre uns e outros, invejando-nos uns aos outros.” (Gálatas 5:26) Segundo os léxicos greco-ingleses, a palavra grega aqui traduzida “atiçando competição” significa “provocar”, “desafiar para um combate ou competição com a pessoa”. Assim, An American Translation (Uma Tradução Americana), apresenta a seguinte versão: “Que nós, em nossa vaidade, não desafiemos uns aos outros.” E a nota de rodapé da Tradução do Novo Mundo, Com Referências, oferece a alternativa: “Compelindo uns aos outros a uma confrontação.”
É claro, então, que não é sábio suscitar competição. Não promove bons relacionamentos. Se você se vir levado a uma confrontação e for derrotado, e o vencedor se gabar do resultado, essa experiência pode ser humilhante. Uma atitude intensamente competitiva não é amorosa. (Mateus 22:39) Ao mesmo tempo, se a competição for mantida num nível amigável e brincalhão, pode contribuir para tornar um jogo interessante e prazeroso.
Alguns talvez desejem procurar meios de participar nos esportes de tal modo que se minimize o elemento competitivo. “Creio firmemente nos esportes pelos esportes em si até os 13 ou 14 anos”, disse um treinador inglês de futebol. Ele recomendou que não se controlassem os pontos e nem houvesse classificação alguma dos times — “nada de posições numa tabela classificatória, nem partidas finais”. Sim, a ênfase em vencer deveria ser devidamente minimizada ou eliminada por completo.

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