Seria tolice permitir que se desenvolvam no nosso íntimo sentimentos de superioridade por causa de nossa capacidade física ou mental. Evitemos, portanto, a tendência imprópria e mundana de chamar atenção para nós mesmos, para não provocar inveja nos outros, pois o amor não se gaba. (1 Coríntios 13:4; 1 Pedro 2:1) E embora seja razoável esperar fortes emoções, explosões de entusiasmo e parabenizações entre membros do mesmo time, não queremos que essas manifestações fujam ao controle e se tornem exibições espalhafatosas.
Jamais devemos medir o valor dos outros por sua aptidão esportiva e em jogos. Também não devemos nos subestimar se não tivermos jeito para esportes. Significa isso que seria errado contar pontos? Não necessariamente. Mas devemos nos lembrar do quanto qualquer jogo é insignificante — o verdadeiro valor das pessoas não depende do seu desempenho nos esportes. Nos jogos de equipe, alguns trocam os jogadores de cada time regularmente para que não seja sempre o mesmo time a vencer.
Os cristãos também devem ter em mente que, embora os esportes e os jogos sejam mencionados na Bíblia, só são mencionados de vez em quando. Seria errado concluir que a mera menção de esportes na Bíblia constitui aprovação para a prática de todo e qualquer esporte. (Compare 1 Coríntios 9:26 com o Salmo 11:5.) Também, Paulo comentou que “o treinamento corporal é proveitoso para pouca coisa, mas a devoção piedosa é proveitosa para todas as coisas”. — 1 Timóteo 4:8.
Em seu devido lugar, os esportes e os jogos podem ser agradáveis e revigorantes. A Bíblia não condena toda forma de competição, mas a competição que atiça a vaidade, a rivalidade, a ganância, a inveja ou a violência.
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