segunda-feira, 26 de abril de 2010

Manter os esportes em seu devido lugar



QUANDO as pessoas praticam seus esportes favoritos, elas se sentem contentes, à medida que seu corpo reage e consegue realizar feitos dum craque ou mostrar resistência. Deus nos criou para gostar da atividade física. Talvez ainda maior número de pessoas sinta prazer em ver os outros jogarem. Assim, os esportes são muito parecidos com tantas outras coisas que são boas, quando mantidas em seu devido lugar.
Para ilustrar: Quando as pessoas vão à praia deleitar-se em tomar sol, o que acontece se elas pegarem sol demais? Elas sofrerão dolorosas queimaduras que estragarão aqueles momentos agradáveis e até mesmo representarão graves riscos. O mesmo acontece com os esportes. Um pouco é bom, ficar exposto demais a ele pode ser prejudicial.
Os esportes podem ser excelente forma de descontração e de diversão; todavia, não deveriam ser um fim em si mesmos. Eles não trazem verdadeiro contentamento ou duradoura felicidade. Infelizmente, às vezes é preciso que haja uma tragédia para que a pessoa compreenda isso. “Todos os meus troféus e as minhas medalhas simplesmente não têm importância”, explicou Mary Wazeter, a atleta que pulou duma ponte e ficou paralítica.
“Aprendi muitas verdades sobre a vida”, relatou ela. “Uma delas é que não se obtém verdadeiro contentamento do jeito que tantas pessoas procuram a perfeição e altas consecuções. Não obtive contentamento por ter sido uma aluna que só tirava A [nota máxima], que ganhou um campeonato estadual de corrida ou por ter um físico atraente.”
Comentou o sociólogo John Whitworth, focalizando os assuntos sem rodeios: “No fim do jogo, tudo que se tem é uma lista de estatísticas. Tudo aquilo parece desprovido de raízes. No entanto, suponho que isso se ajusta bem à nossa sociedade.” A importância exagerada que se atribui atualmente aos esportes coloca tudo fora de perspectiva.
Depois de sua vitória na corrida de 200 metros rasos, na Olimpíada de 1964, Henry Carr explicou: “Ao voltar de carro para as Vilas Olímpicas, consegui contemplar deveras de perto, pela primeira vez, a medalha de ouro. . . . Perguntei de fato a mim mesmo: ‘O que realmente significa isto? Durante todos esses anos, tenho-me esforçado arduamente, e foi para receber isto?’ Fiquei com raiva, quando deveria sentir-me feliz. Foi um real desapontamento.” Marlon Starling sentiu a mesma coisa depois de vencer o campeonato de peso meio-médio da Associação Mundial de Boxe, em 1987. “O título”, comentou ele, “não se compara com meu filhinho me dizer: ‘Eu te amo, papai’”.
Assim, pode-se aprender uma lição vital: O trabalho produtivo, a família, e especialmente a adoração a Deus, deveriam corretamente ser prioritários. A Bíblia está certa ao dizer: “O treinamento corporal é proveitoso para pouca coisa.” (1 Timóteo 4:8) Isso indica o devido lugar dos esportes em nossa vida. Deve ser secundário. Visto que os esportes podem ser tão fascinantes, a pessoa tem de manter-se sempre alerta para não negligenciar as coisas mais importantes.
Sabiamente, portanto, mostre-se sensível à queixa dos membros da família, de que você devota tempo demais conversando sobre esportes, vendo eventos esportivos ou praticando esportes. Uma senhora cujo marido fez ajustes na atenção que dava aos esportes, comentou com gratidão: “Ele agora gasta mais tempo com os filhos e comigo. Às vezes nossa família assiste a um jogo pela televisão, mas, na maioria das noites, caminhamos juntos e conversamos sobre os eventos do dia. Isto é muito agradável e nos ajuda a manter-nos felizes.”
Em vista dos problemas em potencial, por que não encarar honestamente a pergunta: Poderia eu estar dedicando mais tempo e atenção aos esportes do que deveria? Todavia, existem outros aspectos relacionados com este assunto de manter os esportes em seu devido lugar.

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