domingo, 29 de agosto de 2010

Uma Sociedade Doentia?

O jornal The Sunday Times, de Londres, descreveu o futebol como “espelho da sociedade, e nossa própria sociedade atual é nojenta, gananciosa e violenta”. Acrescentava o jornal: “O futebol não é, em si mesmo, a causa da violência, mas é um palco perfeito para ela . . . Atrai e canaliza a violência, que, de outra forma, ficaria hibernando ou explodiria esporadicamente.”

A violência manifesta na rivalidade entre clubes de futebol segue um padrão refletido em outras ações toleradas por muitos dos cidadãos supostamente acatadores da lei. David Robins, depois de sete anos de estudos das arruaças no futebol, explica o seguinte, no livro We Hate Humans (Odiamos os Humanos): “A tendência das nações-estados de resolver as disputas territoriais por meios violentos, e com apenas as mais tênues referências possíveis aos ideais, ou aos princípios morais, pode ser entendida pelos politicamente analfabetos como não sendo nada mais do que uma versão adulta das brigas do futebol.”

Assim, a revista The Economist [transcrita na revista SENHOR, de 12/6/85, p. 14], aconselhava: “Enquanto uma Grã-Bretanha envergonhada pondera a tragédia de Bruxelas, deveria examinar o sistema de valores culturais que a tornou possível.”

Identificando as arruaças como sintoma de uma sociedade doentia, o Presidente da Associação dos Chefes de Polícia da Inglaterra, Charles McLachlan, lamentou a falta de disciplina na vida moderna e clamou por melhor orientação para os jovens. O delegado Robert Bunyard, da Polícia de Essex, descreveu os tumultos no futebol como “a concentração do comportamento que as pessoas demonstram em outras partes”.

É terminal a moléstia que permeia a sociedade humana? Ou existe uma cura? Que tratamento terá êxito?

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