quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Envolvimento Contrabalançado

É claro que os pais devem ter interesse na recreação de seus filhos, mas seu envolvimento deve ser contrabalançado e construtivo. Conforme explicou Bobby Orr, astro do hóquei sobre o gelo: “Meu pai nunca me pressionou a jogar. Eu jogava hóquei porque eu gostava de jogar.” Vincent Chiapetta, treinador de atletismo em Nova Iorque, disse a respeito de sua atitude para com seu filho: “Embora eu estivesse no atletismo, não tentei forçar meu garoto a correr. . . . Eu assistia a seus jogos porque ele era meu filho e eu tinha responsabilidade. Mas, quando vi que o treinador fazia pressão nos garotos, eu lhe disse que ia retirar meu filho. Fiz questão de dizer-lhe que vencer não era a única coisa para mim. Afinal, um jogo é apenas um jogo.”

E que acham as crianças quando mamãe e papai se juntam a elas em algum jogo informal ao ar livre? Rick Rittenbach, que era um dos seis filhos da família, relembra: “Como éramos seis crianças, muitas vezes jogávamos uma partida de beisebol com bola macia, ou de voleibol. E sei que todos nós nos divertíamos quando mamãe e papai se juntavam a nós. E está claro que eles também se divertiam. Tenho a certeza de que foi um dos muitos fatores que ajudaram a manter nossa família unida.”

A participação nos esportes pode ser um tônico para toda pessoa, independente da idade. Mas as crianças, especialmente, consideram a recreação como ponto alto, e, quando é conjugada com uma boa relação com os pais, os benefícios se multiplicam. Tem-se assim uma família feliz, sadia e unida. Mas qual é a chave para tal situação? O equilíbrio. A recreação ou os esportes devem ser um passatempo, não uma competição mortal ou um campo de batalha divisório.

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