sábado, 24 de julho de 2010

O prêmio

“Os corredores numa corrida correm todos”, disse o apóstolo Paulo, “mas apenas um recebe o prêmio”. (1 Coríntios 9:24) O que importava era vencer. Não havia medalhas de prata ou bronze, nem segundo ou terceiro lugares. “Vitória, ‘Nike’, era o objetivo derradeiro do atleta”, explicava a exposição. “Só a vitória importava, visto que ela era o verdadeiro e único reflexo de seu caráter, tanto físico como moral, e o orgulho da sua cidade natal.” Essa atitude é resumida por um ditado de Homero: “Aprendi a ser sempre superior.”

O prêmio concedido ao vencedor nos Jogos Pan-helênicos era apenas simbólico — uma coroa de folhas. Paulo chamou-a de “coroa corruptível”. (1 Coríntios 9:25) No entanto, o prêmio tinha muito significado. Representava a própria força da natureza que concedeu seus poderes ao vencedor. A vitória, que os competidores buscavam com total dedicação, significava nada menos do que a concessão do favor divino. Partes da exposição mostravam como os escultores e pintores da antiguidade imaginavam Nike, a alada deusa grega da vitória, quando ela estendia a coroa ao vencedor. Vencer na Olimpíada era o auge da carreira de qualquer atleta.

As coroas olímpicas eram compostas de folhas de oliveiras silvestres — de pinheiro ístmico, de loureiro pítio, ou de aipo silvestre de Neméia. Os organizadores de jogos em outras partes do país ofereciam dinheiro ou outros prêmios para atrair os competidores mais qualificados. Diversos vasos, em exibição pública, haviam sido dados como prêmios nos Jogos Pan-atenienses, realizados em Atenas em honra à deusa Atenas. Essas ânforas, ou grandes vasos de cerâmica com duas asas simétricas, continham originalmente precioso óleo ático. No lado de um dos vasos há a representação da deusa e a inscrição “prêmio pelas competições de Atenas”. No outro lado tem a representação de um evento, provavelmente aquele em que o atleta obteve a vitória.

Cidades gregas gostavam de compartilhar a fama dos seus atletas, cujas vitórias os transformavam em figuras heróicas na sua cidade natal. A chegada dos vencedores era celebrada com procissões triunfantes. Erigiam-se estátuas deles com ofertas de agradecimentos aos deuses — uma honra que de outro modo não se dava a mortais —, e poetas cantavam em sua honra. Depois, dava-se aos vencedores os primeiros lugares em cerimônias públicas e eles recebiam pensões custeadas pela cidade.

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