sábado, 24 de julho de 2010

Esportes da antiguidade e a importância de vencer

“CADA homem que toma parte numa competição exerce autodomínio em todas as coisas.” “Quando alguém compete . . . nos jogos, não é coroado a menos que tenha competido segundo as regras.” — 1 Coríntios 9:25; 2 Timóteo 2:5.

Os jogos a que Paulo se referiu eram um aspecto integrante da antiga civilização grega. O que nos diz a História sobre tais competições e o ambiente em que eram realizadas?

Recentemente, realizou-se no Coliseu de Roma uma exposição sobre os jogos gregos, Nike—Il gioco e la vittoria (Nike — O jogo e a vitória). A exibição forneceu algumas respostas à pergunta acima e deu o que pensar a respeito do conceito cristão sobre os esportes.

sábado, 10 de julho de 2010

Atitude Para com o Jogo

Não foi por não apreciar o futebol profissional. Eu o apreciava. Deliciava-me em jogar contra os melhores jogadores desta nação, confrontando minha perícia com a deles.

Na verdade, trata-se dum jogo duro, e cada ano dezenas de profissionais ficam gravemente feridos. Com efeito, todo ano, um de cada oito jogadores, segundo se afirma, precisa ser operada no joelho. O temor de ficar contundido, porém, não teve nada que ver com minha desistência. Francamente, eu gostava do confronto físico.

Financeiramente, ganhava mais dinheiro, em um só ano, no futebol profissional, do que poderia ganhar em vários anos na minha presente profissão de carpinteiro. E tinha a perspectiva de ganhar muito mais nos anos vindouros.

Algo melhor do que o futebol americano de primeira categoria

Dois jogadores profissionais de futebol americano nos contam o que verificaram ser muito melhor.

HOUVE época em que os esportes eram mais importantes para mim do que comer ou dormir. Eram toda a minha vida. Tendo-me desenvolvido fisicamente a ponto de ter 1,90 metros de altura e pesar mais de 90 quilos, tornei-me bem conhecido no atletismo colegial.

Na faculdade, concentrei-me no futebol americano, jogando como ponta de lança na Universidade da Califórnia em Berkeley. Fui escolhido durante três anos como o melhor jogador da “All Pacific Coast” e, quando veterano, entrei para o time do “Pro-Grid All America”, seleção composta pelos profissionais do futebol.

Daí, em 1973, fui convocado para os “Oakland Raiders”, uma das melhores equipes do futebol profissional. Tive uma primeira temporada bem sucedida. Mas, em 1974, quando larguei o futebol, isso constituiu notícia de primeira página na seção esportiva local. O Chronicle de São Francisco noticiou:

“Um ‘grupo de persuasão’, formado por dois representantes do ‘Raider’ até agora não conseguiu mudar a idéia [dele] . . . Que ele é agora reconhecido como grande jogador é atestado pela urgência dos enviados do ‘Raider’ em tentar convencê-lo a voltar.” — 21 de junho de 1974.

Muitos perguntam: “Por que desistiu? Por que abandonou tão brilhante futuro no futebol?”

Arruaças no futebol — mal ou sintoma?

Do correspondente de Despertai! nas Ilhas Britânicas

“DEVEMOS ter uma excitante final da Taça da Europa, digna do nome”, veiculou o jornal Times, de Londres, de 29 de maio de 1985. Mas, acrescentou: “Bruxelas se prepara para a chegada dos torcedores do Liverpool. . . . Montou-se enorme aparato policial.”

Mesmo assim, 38 pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas, quando alguns arruaceiros agiram à solta no Estádio Heysel, em Bruxelas no jogo entre a Inglaterra e a Itália. Noticiou o jornal Daily Mail, de Londres:

“A tragédia, uma hora antes de o jogo começar, foi causada quando os torcedores do Liverpool, possivelmente provocados, avançaram contra a área da multidão de torcedores do Juventus. Havia apenas um frágil alambrado separando as duas torcidas naquele ponto, e os torcedores do Liverpool passaram por cima dele e o derrubaram. O muro e as cercas improvisadas ruíram sob o peso dos italianos que fugiam em pânico . . .

“Depois de o muro ruir, os homens com a parte de baixo de seu corpo presa, e esmagados no meio dos destroços, gritavam de agonia, com os braços estendidos suplicando ajuda.

“Mas em sua volta e na parte de cima da arquibancada, os torcedores ainda brigavam, chutando e esmurrando uns aos outros, e atirando petardos . . . O tumulto foi visto pela televisão em 80 países que faziam a cobertura ao vivo do jogo . . . Mais de 1 hora e meia depois da tragédia, enquanto os capitães de ambos os times apelavam para que todos tivessem calma, os torcedores de ambos os lados ainda zombavam da polícia anti-motins da Bélgica, e atiravam neles garrafas, latas, pedras, rochas, e rojões acesos.”

Estas arruaças, contudo, não são algo novo. Torcedores que criam tumultos têm espalhado o pânico, corridas desenfreadas e mortes durante e depois de muitos jogos de futebol. Ora, no mesmo mês do desastre de Bruxelas, 8 pessoas morreram e 51 ficaram feridas num tumulto entre torcedores no Estádio Olímpico da Cidade do México! Mas, citando-se apenas alguns outros incidentes:

Em outubro de 1982, 20 pessoas morreram após uma partida de futebol no Estádio de Lênine, em Moscou. Em fevereiro de 1981, outras 19 morreram em Pireu, na Grécia. Em agosto de 1980, 16 morreram em Calcutá, na Índia. Em fevereiro de 1974, lá no Cairo, Egito, 48 pessoas foram pisoteadas até morrer. Em junho de 1968, brigas entre torcedores em Buenos Aires, na Argentina, resultaram em 72 mortes. E, em maio de 1964, pelo menos 318 pessoas morreram e 500 ficaram feridas em Lima, Peru, ao irromper uma briga quando o árbitro anulou um gol peruano.

As arruaças no futebol, contudo, predominam em especial entre os torcedores ingleses. O Times, de Londres, imprimiu uma lista triste que enumerava os feitos dos arruaceiros nas partidas de futebol inglesas nos últimos 23 anos. Os torcedores dos clubes ingleses provocaram devastações em diversas cidades européias, tais como Roterdã, Paris, Saint-Étienne, Turim, Madri, Basiléia, Oslo, Amsterdã, Bruxelas, Valência, Copenhague, Luxemburgo e Lisboa. Não é de admirar que os europeus chamem as arruaças futebolísticas de “mal inglês”.

Narrando a tragédia de Bruxelas, o repórter David Miller, do Times de Londres, refletiu os sentimentos de muitos, ao escrever: “Do lado de fora, um monte de ambulâncias e de unidades médicas de emergência cuidavam dos mortos e dos feridos numa cena que nos faria lembrar um campo de batalha, e enquanto a briga continua horrendamente pelas ruas, é preciso exigir-se seu fim.”

As arruaças no futebol são deveras uma praga para a sociedade. Mas, poderia a violência ligada a tais arruaças ser simples sintoma? Se for, de que moléstia?